WEG retoma foco de crescimento? Expectativas para os papéis após valorização de 10% no segundo trimestre

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A recente divulgação dos resultados do segundo trimestre da WEG (WEGE3) gerou entusiasmo no mercado, fazendo com que suas ações subissem cerca de 10%. O desempenho surpreendeu os analistas, que destacaram margens acima do esperado e uma recuperação nos negócios, principalmente no setor industrial brasileiro. Apesar de alguns riscos ainda estarem presentes, como tarifas nos Estados Unidos e a fragilidade do mercado de energia solar, a perspectiva de crescimento para 2027 e 2028 parece mais promissora.

O lucro líquido superou as expectativas do mercado em 5%, e a margem Ebitda alcançou 21,8%, recuperando os níveis anteriores. Segundo o Itaú BBA, essa melhora não altera radicalmente a visão sobre a WEG, mas diminui significativamente os riscos. Para o Santander, a recuperação foi mais rápida do que previsto, impulsionada pela forte demanda nos segmentos de transmissão de energia e data centers.

Os investidores estavam apreensivos em relação à capacidade da WEG de trazer de volta o crescimento que justificou seus altos múltiplos ao longo do tempo. O Itaú BBA comentou que este trimestre poderia ser um ponto de inflexão, com novas habilidades de produção em operação e um cenário mais favorável para os próximos meses. Isso poderia fazer com que os investidores se sentissem mais seguros para retomar suas compras.

A XP Investimentos, embora considere os números apenas moderadamente positivos, ressaltou que o sentimento do mercado estava bastante negativo antes dos resultados, o que pode ter contribuído para a reação das ações. A companhia também apresentou um crescimento orgânico na receita de 7%, superando as expectativas de mercado.

Em relação aos resultados, o Bradesco BBI destacou a recuperação significativa da área de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais, que teve um aumento de 16,5% na receita em comparação ao ano anterior. Isso reflete um aquecimento da atividade industrial no Brasil. O Citi observou que as vendas externas continuaram a crescer de forma robusta, especialmente em setores relacionados à infraestrutura elétrica nos Estados Unidos.

No entanto, a análise dos especialistas aponta que os riscos ainda existem. Um dos principais desafios são as tarifas que podem afetar os produtos brasileiros nos EUA, com impactos esperados a partir do terceiro trimestre de 2026. Além disso, o mercado de energia solar continua a ser um ponto crítico, com expectativa de recuperação ainda incerta.

Os analistas do Goldman Sachs acreditam que o mercado já espera um crescimento significativo na segunda metade do ano, com projeções indicando um aumento de cerca de 8% na receita, após uma queda inicial de 3%. Agora, a grande questão é se os resultados serão suficientes para sustentar uma nova valorização das ações. A XP e o Itaú BBA alertam que, mesmo com a diminuição dos riscos, a WEG precisará demonstrar crescimento consistente nos próximos trimestres.

Para os analistas mais cautelosos, como do Citi e Bradesco BBI, a melhoria operacional é clara, mas o valuation ainda é visto como elevado, especialmente considerando o cenário global e as tarifas comerciais. Por outro lado, o BTG Pactual sugere uma recomendação de compra, destacando que as ações estão sendo negociadas a um preço inferior à média histórica.

E você, o que pensa sobre a evolução da WEG? Estaria pronto para investir nessa ação ou acredita que ainda existem muitos riscos? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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