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Em Nova York, ministros de Lula defendem agenda verde e anunciam Plano Nacional de Transição Energética

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem aproveitado a atenção recebida de investidores e delegações internacionais em Nova York para vender a agenda verde do Brasil. A comitiva do governo desembarcou nos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que começa nesta terça-feira, 19, e terá como foco a busca por soluções contra fome e mudanças climáticas. Neste domingo, 17, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, fez um discurso duro e cobrou os países ricos a ajudarem as nações em desenvolvimento para cumprirem as metas de redução da emissões. Na apresentação do Plano Nacional de Transição Energética justa e inclusiva, o ministro afirmou que a descarbonização da economia global é urgente e que o país precisa do apoio estrangeiro. “O Brasil decidiu que não podemos mais esperar. Decidimos pela transição energética justa e inclusiva e o Brasil está cumprindo o seu papel.”

“Estamos trabalhando para descarbonizar, ainda mais, a nossa da matriz energética. Estamos trabalhando, de maneira firme, para harmonizar desenvolvimento econômico, com frutos sociais, e respeito ao meio ambiente”, declarou Silveira. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad também reforçou o discurso da agenda verde ao falar com jornalistas em Nova York e elencou projetos do governo para impulsionar a redução as emissões de carbono. “A lei dos créditos de carbono está tramitando no Senado já, os títulos sustentáveis são outro elemento fundamental dessa transição e a reforma tributária é fundamental para essa transição. O presidente assinou nessa semana a lei do combustível do futuro, que detalha todas as iniciativas tecnológicas voltadas para a energia limpa, sobretudo em relação a biocombustíveis, mas não só, tem uma gama de outras fontes cuja a regulação vai ser aperfeiçoada.”

O ministro da Fazenda também destacou a oportunidade que a transição energética traz para a recuperação da indústria. “O potencial brasileiro de praticamente dobrar a produção de energia limpa em um espaço de cinco anos, justamente para lançar estes títulos sustentáveis, mas não apenas para financiar a geração de energia limpa, mas também atrair investimentos na produção industrial voltada para a produção verde. Vamos tentar unir a transição energética à transição ecológica mediante a um processo de neoindustrialização.”

*Com informações do repórter Daniel Caniato

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