InícioEditorialPolítica NacionalEstragos no RS não são motivo para “liberou geral”, diz Bruno Dantas

Estragos no RS não são motivo para “liberou geral”, diz Bruno Dantas

Presidente do TCU afirma ver no ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um aliado para conter os gastos

“Todo o esforço é necessário para salvar o Rio Grande do Sul. Mas temos que ter clareza de que isso não pode significar um ‘liberou geral’, porque o preço que se cobra, principalmente da população mais carente, é muito alto: inflação, taxa de juros altos, desemprego”, disse Bruno Dantas (foto) Sérgio Lima/Poder360 – 29.ago.2023

PODER360 19.mai.2024 (domingo) – 12h47

O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, disse que a atuação do governo federal no Rio Grande do Sul não pode significar um “liberou geral” de recursos financeiros. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é uma “coluna vertebral importante na defesa de que os gastos necessários sejam feitos com comedimento”.

“Todo o esforço é necessário para salvar o Rio Grande do Sul. Mas temos que ter clareza de que isso não pode significar um ‘liberou geral’, porque o preço que se cobra, principalmente da população mais carente, é muito alto: inflação, taxa de juros altos, desemprego”, disse em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada neste domingo (19.mai.2024).

O ministro do TCU disse ver em Haddad e em outros ministros do governo “uma colaboração” para segurar os gastos. “O próprio presidente Lula [PT] tem sido muito parcimonioso”, disse.

Segundo Dantas, “no momento de calamidade, é preciso que as amarras fiscais sejam afrouxadas. Mas não se pode permitir que, a pretexto de socorrer as pessoas, outras despesas que não as necessárias sejam feitas ao arrepio da legislação”.

Nesse sentido, o TCU vai atuar no Rio Grande do Sul com um programa de recuperação de 3 eixos:

compras e contratações públicas: sob a relatoria do ministro Vital do Rêgo; Defesa Civil: para o aparelhamento dos brigadistas e obras de reconstrução das casas, sob a relatoria do ministro Augusto Nardes; e fiscal: observância das finanças públicas, sob relatoria do ministro Jonathan de Jesus. De acordo com o presidente do TCU, o órgão também atuará em um força-tarefa para acompanhar os repasses do governo federal para os Estados e municípios.

“Vamos, junto com o Ministério da Fazenda, estimar o quanto tudo isso [apoio ao RS] vai custar. Ver o que já está no Orçamento e o que precisa de suplementação, para que a tragédia não seja pretexto para gastos não relacionados com a catástrofe”, declarou.

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