InícioEditorialPolítica NacionalJustiça condena Ronnie Lessa por contrabando de peças de armas

Justiça condena Ronnie Lessa por contrabando de peças de armas

Ex-policial militar acusado de matar Marielle terá de cumprir pena de 6 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto

O ex-PM Ronnie Lessa está preso desde 2019 Reprodução

PODER360 20.fev.2024 (terça-feira) – 5h18

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou o ex-policial militar Ronnie Lessa por contrabando de peças e acessórios de armas de fogo. Ele terá de cumprir pena de 6 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. Lessa está preso desde 2019, acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes no ano anterior. Ele e o também ex-policial Élcio de Queiroz aguardam julgamento.

Segundo a acusação apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal), Lessa fez 10 importações ilícitas de peças e acessórios bélicos de 2017 a 2018. O material poderia ser usado para montar fuzis, armas de airsoft e de pressão a gás. A Justiça, porém, só confirmou como passíveis de condenação 4 dessas importações, por considerar que não há provas suficientes nos outros 6 casos.

Responsável pela decisão, a juíza Fernanda Resende Djahjah Dominice destacou que Lessa era policial militar e deveria combater e evitar a prática de crimes, além de ter “completa ciência da necessidade de autorização prévia da autoridade competente para o ingresso desse tipo de material em território nacional, e mesmo assim optou por importá-los ilegalmente”.

“As consequências do delito também são especialmente graves. Todo elemento probatório coligido aos autos denota que o acusado importava tais componentes com o objetivo de efetuar a montagem de armas de fogo que seriam inseridas na clandestinidade, o que afeta e coloca em risco milhares de pessoas, representando uma grave ameaça à segurança pública”, acrescentou a juíza.

A filha do ex-policial, Mohana Figueiredo Lessa, também respondia ao processo, acusada de participar de 3 das 10 importações. Ela morava nos Estados Unidos e, segundo o MPF, teria recebido em casa os artefatos comprados pelo pai na internet. Mohana teria trocado a embalagem dos produtos e os teria enviado para o Brasil, sem indicar com precisão o conteúdo da encomenda.

A Justiça, no entanto, decidiu absolver Mohana de todas as acusações, por entender que não há provas suficientes do conhecimento dela sobre o crime, “sendo plenamente possível imaginar que seu pai, repita-se, à época policial militar, estivesse legitimado a fazer tais importações”.

Leia mais:

Dino lamenta “especulações” no caso Marielle PF diz que só há uma delação homologada no caso Marielle Bolsonaro diz que caso Marielle “se aproxima do seu final” Faltou vontade política para solucionar caso Marielle, diz Cappelli Com informações da Agência Brasil.

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