InícioEditorialPolítica NacionalLula embarca para a Guiana de olho em aproximação com a Venezuela

Lula embarca para a Guiana de olho em aproximação com a Venezuela

O presidente participa da 46ª Conferência da Comunidade do Caribe; depois, vai para São Vicente e Granadinas, onde terá bilateral com Nicolás Maduro

Lula (esq.) terá reunião bilateral com Nicolás Maduro (dir.) em São Vicente e Granadinas, a margem da cúpula da Celac. Em maio de 2023, Maduro foi recebido com honrarias por Lula em Brasília Sérgio Lima/Poder360 29.maio.2023

Mateus Maia 28.fev.2024 (quarta-feira) – 6h13

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta 4ª feira (28.fev.2024) para a Guiana, onde participa da 46ª Conferência de chefes de Estado da Caricom (Comunidade do Caribe), onde deve conversar com líderes sobre segurança alimentar e mudanças climáticas.

Depois, ele segue para São Vicente e Granadinas, onde participa da conferência da Celac. É lá onde Lula deve abordar o conflito da Guiana com a Venezuela e se reunir com o presidente Nicolás Maduro.

Lula deve se reunir com os presidentes da Guiana, Irfaan Ali, e do Suriname, Chan Santokhi, às 18h (horário de Brasília). O 1º país emergiu como um importante parceiro comercial para o Brasil, especialmente pela descoberta de grandes reservas de petróleo e gás.

Ao falar das mudanças climáticas com os países do Caribe, que podem ser amplamente afetados por desastres ambientais e o aumento do nível do mar, Lula quer angariar apoiadores já de olho em ter resultados práticos na COP30, em Belém, no próximo ano.

Essa será a 2ª vez que Lula participa da Caricom. Em 2005, ele esteve na 16ª conferência do grupo, em Paramaribo, Suriname. Em 2010, ocorreu, em Brasília, a I Cúpula Brasil-Caricom, que reuniu número significativo de líderes caribenhos.

Celac e Venezuela Em 14 de dezembro, Maduro e Ali se encontraram em São Vicente e Granadinas, no Caribe, para uma reunião intermediada pelo Brasil, pela Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e pela Caricom (Comunidade do Caribe). Lá, foi assinada uma declaração conjunta em que ambos se comprometeram a resolver o impasse sem uso da força.

A disputa entre os países, que dura mais de 1 século, está relacionada à região de Essequibo (também chamada de Guiana Essequiba). O local tem 160 mil km² e é administrado pela Guiana. A área representa 74% do território do país, é rica em petróleo e minerais, e tem saída para o oceano Atlântico.

As eleições venezuelanas também devem estar na pauta de Lula e Maduro. O Poder360 apurou que o Brasil conversa com a oposição e com o governo para assegurar um pleito competitivo. Não irá, entretanto, comentar ou interferir em detalhes, como a ilegibilidade de María Corina Machado, opositora de Maduro.

A ideia do governo brasileiro é que, com eleições limpas, seria possível remover as sanções sobre a Venezuela, melhorando o ambiente do continente e a relação comercial com o país vizinho.

Lula ficou em silêncio sobre o veto a María Corina Machado, líder da oposição de Nicolás Maduro nas eleições da Venezuela. Outros países da América do Sul, como a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Equador, condenaram a inelegibilidade da ex-deputada. O petista é aliado histórico do líder venezuelano.

Em 26 de janeiro, o TSJ (Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela) proibiu María Corina Machado de ocupar cargos públicos pelos próximos 15 anos. Com a decisão, Corina fica impedida de concorrer às eleições presidenciais que serão realizadas no 2º semestre de 2024, ainda sem data definida. Ela venceu em outubro de 2023 as eleições primárias da oposição para enfrentar Maduro.

Em outubro, os Estados Unidos concordaram em aliviar as sanções comerciais ao setor de petróleo da Venezuela caso o país fizesse eleições presidenciais livres e monitoradas em 2024.

Agora, com o anúncio de inelegibilidade de María Corina Machado, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Matthew Miller, declarou que a decisão da Suprema Corte venezuelana “contradiz o compromisso assumido pelos representantes de Nicolás Maduro de organizar eleições presidenciais justas em 2024”.

MADURO O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, 60 anos, comanda um regime autocrático e sem garantias de liberdades fundamentais. Mantém, por exemplo, pessoas presas pelo que considera “crimes políticos”.

Há também restrições descritas em relatórios da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre a “nomeação ilegítima” do Conselho Nacional Eleitoral por uma Assembleia Nacional ilegítima, e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (de outubro de 2022, de novembro de 2022 e de março de 2023).

VIAGENS DE LULA Quando voltar da viagem, na madrugada de 6ª feira (1º.mar) para sábado (2.mar), Lula terá completado 70 dias viajando ao exterior desde que assumiu novamente o Planalto.

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