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Lula volta a criticar juros altos, diz que dinheiro precisa circular e anuncia: ‘Não vamos vender empresas públicas’

Presidente abriu o Fórum Empresarial Brasil-Portugal nesta segunda-feira, 24, destacou importância de relações bilaterais e afirmou que não se pode ‘governar de acordo com o vento’

Reprodução/Twitter/@LulaOficial/Ricardo Stuckert

Lula discursa em fórum de negócios em Portugal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em viagem oficial a Portugal, afirmou que o governo brasileiro não vai vender empresas estatais, mas que deseja diálogo com o setor empresarial. Lula participa nesta segunda-feira, 24, do Fórum Empresarial Brasil-Portugal, na cidade do Porto, na região de Matosinhos, com empresários brasileiros e portugueses. Ele também estará presente na cerimônia que vai entregar o Prêmio Camões ao cantor Chico Buarque. “Para um presidente viajar o mundo e atrair recursos, o país tem que ter estabilidade política, jurídica e social. E credibilidade. No Brasil, não vamos vender empresas públicas, vamos dialogar com empresários para construir conosco coisas novas”, disse o mandatário. Lula chegou a Portugal na última sexta-feira, 21. No sábado, 22, se encontrou com o presidente do país, Marcelo Rebelo, e depois com o primeiro-ministro, António Costa.

No discurso, o mandatário também voltou a criticar a manutenção da taxa de juros, a Selic, em 13,75%. Como a Jovem Pan mostrou, desde que assumiu o governo, em janeiro deste ano, o petista tem defendido a redução da Selic. Segundo ele, um país capitalista o dinheiro circulando “na mão de todos”. “A nossa taxa de juros é muito alta. É muito alta. No Brasil, a taxa Selic, que é a referencial, está em 13,75%. Ninguém toma dinheiro emprestado a 13,75%, ninguém. E não existe dinheiro mais barato”, argumentou Lula, defendendo que a solução para o país é “voltar a colocar o pobre no orçamento”. “Porque eles virarem consumidor, vão comprar. Quando eles comprarem, o comércio gera emprego”, completou.

Lula ainda voltou a falar que o Brasil está se relançando às relações internacionais, destacando que nos últimos seis anos o país ficou isolado: “Este evento é o marco do relançamento das relações bilaterais em todas as suas vertentes que pretendo promover. A prioridade do meu governo é retomar o desenvolvimento e a inclusão social no Brasil de forma sustentável. Quando dizemos que o país voltou a ter um governo que dialoga, apenas em quatro meses, investimos mais em educação do que no ano inteiro passado. Na infraestrutura, em um ano vamos investir o que foi investido nos quatro últimos anos (…) Podemos estabelecer parceria com o mundo inteiro para energia eólica, hidrogênio verde. O Brasil está preparado para voltar a ser um país grande. E vamos construir relações de parceria, não de hegemonia”.

O presidente firmou novo acordo com Portugal, entre para cooperação econômica e promoção de pequenas e médias empresas dos dois países. “A primeira vez que vim a Portugal, disse que poderíamos chegar a R$ 10 bilhões de fluxo comercial. Podemos estabelecer uma meta do que queremos entre Brasil e Portugal. Na política você tem que ter um projeto, não pode ficar governando de acordo com o vento“, disse o presidente.

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