InícioNotíciasPolíticaMossoró: ação avança 8 dias depois, mas foragidos seguem desaparecidos

Mossoró: ação avança 8 dias depois, mas foragidos seguem desaparecidos

As buscas pelos dois criminosos que fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, entram no oitavo dia nesta sexta-feira (23/2). Uma força-tarefa tem avançado na recaptura dos detentos e intificado pistas e suspeitos de terem ajudado na fuga, mas eles ainda não foram localizados.

Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, membros do Comando Vermelho (CV), escaparam da unidade prisional de segurança máxima em 14 de fevereiro.

Segundo o governo federal, mais de 500 policiais federais, rodoviários federais e estaduais estão empenhados na recaptura dos criminosos. Além disso, outros 100 agentes da Força Nacional de Segurança Pública irão apoiar nas buscas.

A fuga foi a primeira registrada em penitenciárias federais. O Brasil possui outras cinco unidades prisionais do mesmo modelo, elas estão localizadas em Brasília (DF), Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR).

De acordo com um relatório de inteligência, câmeras de vigilância da prisão não funcionavam. As informações foram compartilhadas entre as autoridades responsáveis em 2021, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).

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Igo Estrela/Metrópoles

Buscas pelos fugitivos da penitenciária de Mossoró

Buscas pelos fugitivos da penitenciária de Mossoró Reprodução

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Os fugitivos estavam em celas individuais, mas vizinhas, o quê permitiu que fugissem pelo menos buraco na parede Reprodução

Camisa de um dos procurados pela polícia após fugir do presídio federal de Mossoró

Camisa de um dos procurados pela polícia após fugir do presídio federal de Mossoró Divulgação

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MJ trocou direção da Penitenciária Federal de Mossoró após fuga de dois detentos Reprodução/Depen

Localização dos criminosos A dupla invadiu uma casa na última sexta-feira (16/2) e roubou dois celulares. Segundo os investigadores, a última localização do sinal dos aparelhos telefônicos foi detectado em uma área rural, perto da divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará, no sábado (17/2).

Antes do roubo dos celulares, os fugitivos invadiram outra residência em 15 de fevereiro e levaram biscoitos, melancia, queijo, pão de forma, margarina e fósforos. Os criminosos também roubaram roupas e calçados dos moradores de Rancho da Caça, próximo à penitenciária.

Prisão de envolvidos Três pessoas foram presas suspeitas de ajudar os fugitivos entre quarta (21/2) e quinta (22/2), no Rio Grande do Norte e no Ceará.

Foram dois indivíduos presos em flagrante e um terceiro que tinha um mandado de prisão preventiva em aberto.

A Polícia Federal (PF) cumpriu nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Mossoró, Quixeré (CE) e Aquiraz (CE), contra suspeitos de ajudarem os fugitivos da penitenciária federal.

Em uma casa alvo do mandado de busca, em Aquiraz, os agentes encontraram drogas, armamentos e munições. Foram apreendidos ainda telefones celulares e um veículo que, a princípio, teria sido utilizado para ajudar os criminosos.

Investigação federal O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, esteve em Mossoró, ao lado da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), para acompanhar a operação de recaptura dos fugitivos e as investigações em torno da fuga dos criminosos.

“O Brasil está unido no diálogo federativo e cultivando as relações republicanas. Por isso, estamos aqui na certeza que vamos superar em breve essa situação adversa. Já demos conta das medidas que pretendemos tomar a curto, médio e longo prazo, e que serão definidas pelos técnicos”, disse o ministro.

Após a fuga dos detentos, o ministro da Justiça afastou a direção da penitenciária de Mossoró. O policial penal federal Carlos Luis Vieira Pires foi nomeado como interventor do presídio federal potiguar.

O secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, também está em Mossoró para acompanhar as investigações.

Informações preliminares indicam que os criminosos utilizaram a estrutura da própria cela para conseguir fugir da unidade prisional. Para evitar novas fugas, foram instaladas barras de ferro nas luminárias nas unidades individuais do complexo.

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