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Mundo pode estar à beira de crise de dívida, diz Haddad

Estoque no Brasil aumentou R$ 1 trilhão sob o governo Lula e representa, agora, 75,6% do PIB

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad; ele participou de evento do G20 nos Estados Unidos voltado a combater a pobreza e a fome Sérgio Lima/Poder360 – 28.ago.2023

Hamilton Ferrari 17.abr.2024 (quarta-feira) – 12h33

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta 4ª feira (17.abr.2024) que o mundo pode estar à beira de uma nova crise de dívida. O estoque do endividamento do Brasil cresceu R$ 1 trilhão sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e avançou para 75,6% do PIB (Produto Interno Bruto).

Haddad participou de evento no G20 destinado a combater a pobreza e a fome, em Washington (D.C), nos Estados Unidos. Segundo o ministro, nenhum país conseguirá, isoladamente, resolver os problemas. Ele defendeu a taxação de super ricos para financiar políticas para combater a fome e pobreza.

“As conversas sobre tributação estão explorando forma inovadoras de fazer com que super ricos paguem sua justa cota de impostos, contribuindo, assim, para ampliar o espaço fiscal adicional para a implementação de políticas públicas contra a fome e a pobreza”, disse.

Haddad disse que os gastos adotados na pandemia de covid-19 no mundo resultaram em um cenário de inflação alta a níveis elevados de dívida. “A tempestade parecia ter ficado para trás e ainda estamos diante de desafios econômicos importantes”, disse.

Ele declarou que o mundo pode estar à beira “de uma nova crise de dívida”, com vários países comprometendo parte “muito significativa” do orçamento com o serviço da dívida.

“Queremos ter um mapa mais claro da situação da dívida do mundo e queremos dar mais espaço para que os países devedores expressem as suas preocupações”, disse Haddad ao grupo de trabalho sobre arquitetura financeira global. Haverá um debate em junho sobre a dívida liderado pelos países africanos.

O ministro afirmou que o G20 está avançando em estratégias para criar infraestruturas inclusivas que criem efeitos sociais positivos. Ele citou o relatório global sobre crises alimentares de 2023, que mostra 258 milhões de pessoas em 58 países com insegurança alimentar aguda. “Esse número aumentou substancialmente desde 2021, quando havia menos de 200 milhões de pessoas nessa situação”, disse.

Haddad defendeu que a luta contra a pobreza está “estagnada” desde 2015, segundo dados do Banco Mundial. O número de pessoas pobres está “estacionada” em 700 milhões, disse.

Ele destacou que o governo Lula criou o Bolsa Família e o Fome Zero. Desenvolveu também o Cadastro Único para identificar pessoas urbanas em situação de vulnerabilidade.

“Os resultados foram surpreendentes. Entre 2002 e 2014, o número de brasileiros desnutridos caíram 82%, tornando nosso país praticamente livre da fome. Experimentamos um a queda significativa e sem precedentes da desigualdade”, disse.

O ministro afirmou que houve “retrocessos” nos últimos anos com “uma crise socioeconômica combinada com administrações sem a mesma visão política”.

“Quando a proteção social era mais necessária, as escolhas públicas foram na direção oposta”, defendeu Haddad.

De acordo com ele, o Brasil retomou o compromisso de combater a fome a pobreza desde 2023. Disse que há dados mais animadores atualmente, sem citar quais.

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