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Prefeitura de SP sanciona lei que cria dia em homenagem a Bruno e Dom

Lei de SP institui o dia “Bruno Pereira e Dom Phillips” em 5/6, mesma data em que o indigenista e o jornalista desapareceram no Amazonas 27/04/2023 9:19, atualizado 27/04/2023 9:19

Reprodução/Redes sociais

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sancionou uma lei que cria o dia “Bruno Pereira e Dom Phillips de Defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas” em homenagem ao indigenista brasileiro e ao jornalista britânico, mortos em junho do ano passado, no Amazonas. O texto foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (27/4).

A data será celebrada em 5 de junho, data em que Bruno e Dom desapareceram no Vale do Javari.

A lei foi proposta em agosto de 2022 pelo vereador Toninho Vespoli (PSol) e aprovada em março deste ano. Na justificativa, o parlamentar afirma que “uma data de calendário é a forma de trazer, anualmente, este debate para o seio da sociedade paulistana”.

“São Paulo, como a maior e mais importante cidade do país, deve se debruçar sobre essa temática. São Paulo deve assumir a dianteira da luta em defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas. Estabelecer uma data em que faremos memória de Bruno e Dom é não deixar que esse brutal crime seja esquecido”, justificou.

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Em 5 de junho de 2022, o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira viajavam juntos para que Dom realizasse entrevistas para o livro que escrevia sobre a preservação da AmazôniaPhoto by Victoria Jones/PA Images via Getty Images

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Arquivo pessoal

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Contudo, nesse percurso, os dois desapareceram. As equipes de vigilância indígena da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) fizeram as primeiras buscas, sem resultadosDivulgação

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No dia seguinte, a Univaja emitiu comunicado informando, oficialmente, o sumiço dos homens. Em seguida, equipes da Marinha, Polícia Federal, Ministério Público Federal e do Exército foram mobilizadas e deram início a uma operação de busca Reprodução/Redes sociais

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Em 8 de maio, a força-tarefa efetuou a prisão do primeiro suspeito pelo desaparecimento: Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado. Vestígios de sangue foram encontrados na lancha de Amarildo após perícia da Polícia Federal  Arquivo pessoal

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Em 12 de junho, uma semana depois, mochilas com os pertences pessoais de Dom e Bruno foram encontradas. Não muito tempo depois, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, irmão de Pelado, foi preso sob suspeita de envolvimento no crimeReprodução/Redes sociais

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Em 15 de junho, Pelado narrou à Polícia Federal que a perseguição à lancha na qual Bruno e Dom estavam durou cerca de 5 minutos. Jeferson Lima, outro envolvido no crime, teria atirado contra o indigenista, que revidouPhoto by Victoria Jones/PA Images via Getty Images

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Bruno, no entanto, foi acertado e perdeu o controle da embarcação, que entrou mata adentro. Depois disso, Pelado e Jeferson teriam ido até a lancha e executado os dois Material cedido ao Metrópoles

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Os suspeitos, então, teriam retirado os pertences pessoais das vítimas do barco em que estavam e o afundaram. Em seguida, queimaram os corpos de Dom e BrunoRedes sociais/reprodução

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A tentativa de ocultação, porém, não teria dado certo. Jeferson e Amarildo retornaram no dia seguinte, esquartejaram os corpos e os enterraram em um buraco escavado. A distância entre o local em que os pertences foram escondidos e onde os corpos foram enterrados é de 3,1 kmDivulgação/Polícia Federal

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Depois de fazer uma reconstituição do caso junto a Amarildo, a força-tarefa anuncia ter encontrado “remanescentes humanos” que, mais tarde, se confirmariam como os corpos de Dom e BrunoReprodução/Redes sociais

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Em 16 de junho, os corpos chegaram a Brasília para realização de perícia e confirmação de identidade. Dois dias depois, a polícia prendeu Jeferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da DinhaIgo Estrela/Metrópoles

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Em 19 de junho, a polícia informou ter identificado outros cinco suspeitos que teriam atuado na ocultação dos cadáveres. Segundo a PF, “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”Reprodução/Twitter/@andersongtorres

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O exame médico-legal indicou que a morte de Dom Phillips foi causada por traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caçaPhoto by Victoria Jones/PA Images via Getty Images

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A morte de Bruno Pereira foi causada, segundo os peritos, por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, “que ocasionaram lesões no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)”Funai/Divulgação

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Bruno era considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. Ele dedicou a carreira à proteção dos povos indígenas. Nascido no Recife, tinha 41 anos. Ele deixa esposa e três filhosReprodução

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Dom Phillips, 57 anos, era colaborador do jornal britânico The Guardian. Ele se mudou para o Brasil em 2007 e morava em Salvador, com a esposaTwitter/Reprodução

Bruno e Dom foram executados em junho passado, no Vale do Javari. Os corpos foram encontrados apenas dez dias depois. Os depoimentos dos três réus apontados como autores do assassinato da dupla foram agendados para o dia 8 de maio.

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