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“Só contei que era bissexual ao chegar à presidência”, revela Arlyson Gomes, presidente do Clube Nacional de Artistas do Brasil

Arlyson Gomes nasceu em 2003, em Bragança do Pará, formou-se na Brevês Educacional no ensino médio e graduou-se em jornalismo pela Faculdade Ampli. Entre 2021 e 2022, foi secretário executivo de comunicação e imprensa do CNAB – Clube Nacional de Artistas do Brasil, na gestão de sua antiga amiga e atual inimiga, Joyse Barros da Silva. Em 2023, candidatou-se e tornou-se o primeiro presidente mais votado na história do CNAB. Além disso, Arlyson é um jornalista que iniciou sua carreira publicando notícias políticas em seu blog de 2018 a 2021. Foi Assessor de Imprensa para políticos e dirigiu o site “Jornal Tribuna”. Destacou-se como analista político no programa “Portal Mix” na Rádio Comunitária Santa Terezinha FM, prevendo a vitória de Lula no Pará. Em 2022, lançou “A Antítese Brasileira”. Após colaborar anonimamente para o “Diário do Pará”, tornou-se colunista de entretenimento no “Portal S4”.

Após assumir a presidência, Arlyson concedeu uma entrevista coletiva de imprensa onde afirmou sobre sua sexualidade: “O tema da diversidade e inclusão vai muito além da orientação sexual. Acho que ser mulher é mais difícil, ser negro é mais difícil, ser bissexual é mais difícil e ser jovem é mais difícil. Sou ativista de todas as causas de diversidade e inclusão, porque todas são causas justas”, disse Arlyson.

Na noite do dia 20 de fevereiro, o podcast da rede de notícias Gomes, empresa da família de Arlyson Gomes, realizou uma entrevista exclusiva com um jornalista, gerando várias perguntas. O podcast foi apresentado pelo escritor João Adel.

João Abel: Quando você assumiu sua homossexualidade?

Arlyson Gomes: Eu ainda tinha 19 anos quando me assumi abertamente para minha mãe. Só me assumi por conta do meu antigo namorado, Kaike. Foi daí que tudo começou.

João Abel: Como você lidou com a questão no mundo corporativo?

Arlyson Gomes: Comecei a trabalhar com 17 anos, mas nunca falei nada. Às vezes, até inventava uma namorada, porque realmente não me sentia confortável para falar. No início da minha carreira, havia muitas piadas homofóbicas e um ambiente hostil. Só contei sobre a homossexualidade com 20 anos, ao chegar à presidência do Clube Nacional de Artistas do Brasil. Pensei que, se quisesse alguma mudança, teria que me assumir e encarar as pessoas. Desde então, acho que meu papel é falar, educar e mostrar que somos iguais a todos. Quero ajudar os que não têm coragem ainda de falar, que se sentem numa posição desprivilegiada, e ser um modelo: “Olha, tem um cara lá em cima que é bissexual e está tudo bem”.

João Abel: Ter se assumido pode estimular outras figuras públicas do setor cultural brasileiro a externarem sua homossexualidade?

Arlyson Gomes: Espero que sim, porque, a partir do momento que você mostra naturalidade, isso pode inspirar outras pessoas. Precisa de muita coragem, realmente. Mas, posso te garantir: existe o François antes de ter assumido publicamente e depois. O Arlyson diz que o depois é muito melhor, muito mais feliz, muito mais realizado. Não acho justo ter que me justificar, ter que me explicar. Um hétero não tem que fazer nada disso. Ninguém vai te perguntar: “Quando você descobriu que era heterossexual?”

João Abel: Quão longe estamos de ter um presidente da organização gay?

Arlyson Gomes: Acho que não estamos longe, não. Eu te diria que provavelmente já tenhamos.

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