A história e o legado de Mãe Stella de Oxóssi, uma das mais importantes líderes religiosas do Brasil, foram celebrados em um emocionante concerto intitulado “Meu Tempo é Agora”, realizado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. Este evento, promovido pelo Governo do Estado, fez parte da programação do Novembro Negro Bahia, marcando o centenário da yalorixá, uma figura reconhecida por sua defesa das tradições africanas e pelo combate ao racismo religioso.
Sob a batuta do maestro Ubiratan Marques, a Orquestra Afrosinfônica encantou o público e contou com a participação de artistas renomados, como Mariene de Castro e Lazzo Matumbi. Para acessar o espetáculo gratuito, os convidados foram incentivados a doar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a comunidades em situação de vulnerabilidade através do programa Bahia Sem Fome.
Ângela Guimarães, titular da Sepromi, destacou a importância de Mãe Stella para a Bahia e o Brasil. “Ela transcendeu o espaço do terreiro, tornando-se uma figura de referência, sendo enfermeira, educadora e uma escritora prolífica. Sua luta pela preservação das matrizes africanas é uma fonte de inspiração para todos nós”, afirmou.
O concerto não foi apenas uma apresentação musical, mas uma viagem através da rica trajetória de Mãe Stella, unindo música, teatro e espiritualidade de forma inovadora. Lazzo Matumbi comentou sobre a energia ancestral que permeou o evento: “O Novembro Negro celebra uma grande mãe de santo, trazendo a força de nossa herança cultural ao coração de todos”.
Nice Evangelista Espínola, a Egbomi Nice de Oyá, compartilhou seu carinho por Mãe Stella: “Esta é uma homenagem perfeita, pois ela continua viva para nós. Estar aqui com a medalha que ela me deu é significativo”, expressou emocionada.
Maria Stella de Azevedo Santos, a quinta ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, tornou-se uma referência no diálogo entre fé e cidadania. Sua atuação no combate ao racismo religioso e na promoção de práticas educacionais antirracistas, como a criação da Escola Eugênio Anna, foi fundamental. O concerto “Meu Tempo é Agora” simboliza não apenas o reconhecimento de seu legado, mas também a continuidade da luta pela identidade e cultura baiana e brasileira.
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