Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro atuou como conselheira do Digimais

Compartilhe


Eleições 2026Andreza Matais

Daniella Marques assume função chave na campanha do PL; passado no banco de Edir Macedo levanta questões

Daniella Marques Cosentino, economista e coordenadora do programa econômico do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem um histórico recente envolvendo o Banco Digimais, gerido pelo bispo Edir Macedo. A situação se complica, dado que o banco está sob investigação da Polícia Federal.

O senador Flávio Bolsonaro e a economista Daniella Marques posam para foto
Reprodução/Instagram

Daniella fez parte do conselho do Banco Digimais de fevereiro de 2024 até 8 de dezembro de 2025. Recentemente, a PF realizou uma operação contra executivos do banco, buscando documentos relacionados a Edir Macedo, que teve seus sigilos financeiros quebrados e é acusado de ações suspeitas. Apesar desse ambiente tumultuado, Daniella não está entre os investigados.

O Digimais, que já injetou cerca de R$ 600 milhões em créditos suspeitos, seria suspeito de práticas questionáveis por captar investimentos a taxas acima do mercado. Relatos sugerem que a instituição poderia estar operando de forma temerária ou fraudulenta.

Na sua trajetória, Daniella também presidiu a Caixa Econômica Federal e, antes disso, trabalhou com Paulo Guedes, ex-ministro da Economia. Seu encontro emocional com Jair Bolsonaro, ao aceitar o cargo na Caixa, foi bastante comentado na época.

Neste ano, ela deixou a consultoria Legend Capital para se concentrar na campanha de Flávio Bolsonaro, enfatizando que não deseja ocupar cargos ministeriais em um possível governo.

O Banco Master, onde o ex-executivo Maurice Antonio Quadrado teve envolvimento, também é parte do contexto, pois ele tentou comprar o Digimais, mas sua proposta foi bloqueada pelo Banco Central.

Indícios de manipulação de mercado

A PF flagrou possíveis manipulações financeiras, apontando que demonstrativos contábeis foram alterados para ocultar a real situação do Digimais. As investigações revelaram práticas semelhantes às do extinto Banco Master, sugerindo um padrão de superavaliação de ativos e operações irregulares.

Além disso, uma auditoria detectou que os ativos da controladora B.A. Empreendimentos e Participações S.A. saltaram de R$ 785 milhões em 2024 para R$ 1,8 bilhão em 2025, levantando questões sobre a legitimidade dessas transações

Após a saída de Daniella do conselho em dezembro, a controladora adquiriu R$ 741 milhões em cotas de um fundo do próprio Digimais, uma ação que não parece refletir as condições normais de mercado e depende de aportes de recursos.

O futuro de Daniella Marques e o impacto do histórico dela na campanha de Flávio Bolsonaro prometem ser tema de muito debate. O que você acha dessa situação? Deixe sua opinião nos comentários.

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Mais para você