Documentos do Ministério Público de São Paulo revelam que a influenciadora Deolane Bezerra, atualmente presa sob acusação de lavagem de dinheiro e associação ao Primeiro Comando da Capital (PCC), não é isolada por uma condição psicológica, mas sim por medo de estar sozinha em sua cela. Essa informação foi apresentada em um parecer divulgado na última segunda-feira, onde se destaca que Deolane enfrenta um quadro de síndrome do pânico.
Desde sua prisão, que ocorreu em maio, Deolane Bezerra está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Embora haja a opção de permanecer em uma Sala de Estado-Maior, sua defesa solicitou a transferência ou a conversão da prisão preventiva em domiciliar, pedido negado pelo MP. O órgão alegou que ela não se sente segura sozinha e, de acordo com o documento, prefere dividir a cela, demonstrando os efeitos emocionais severos de sua condição.
Além de lutar contra a síndrome do pânico, Deolane, com 45 dias de prisão, tem vivenciado um ambiente de insegurança, o que a levou a evitar momentos sozinha. Informações do MP ressaltam que, de acordo com declarações registradas, sua ansiedade aumenta nas horas em que as portas da cela permanecem fechadas.
Sua prisão foi parte da Operação Vérnix, que a investiga por crimes sérios relacionados ao PCC. Recentemente, a defesa da influenciadora contratou peritos independentes para avaliar declarações da delegada Maria Corsato, que, segundo eles, teriam cruzado limites éticos e legais, assim colocando a influenciadora como alvo de uma aparente perseguição midiática.
A situação de Deolane levanta questionamentos sobre o tratamento de detentos e as condições emocionais que podem ser afetadas em ambientes prisionais. O desfecho desse caso continuará a ser acompanhado, principalmente com as reclamações sobre a alegada falta de imparcialidade na investigação.
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