No último domingo, enquanto os brasileiros vibravam pelo futebol, o que se viu foi uma seleção dividida, onde o individualismo prevaleceu sobre o espírito coletivo. Os atletas pareciam mais preocupados com suas questões pessoais do que em representar uma nação unida, resultando em uma atuação decepcionante e desmotivada.
Um verdadeiro time é aquele onde cada jogador se empenha pelo objetivo comum, demonstrando união e garra. Contudo, o que presenciamos foi a desintegração dessa ideia. Os jogadores não se mostraram como um grupo coeso e, após a partida, a cena foi ainda mais emblemática: apenas um atleta voltou ao Brasil de forma digna, enquanto os demais se dispersaram, ignorando a dor coletiva dos torcedores.
Os sinais de individualismo estão evidentes. Após a derrota, muitos desses jogadores se manifestaram nas redes sociais, expressando tristeza sem, no entanto, encarar o público de frente. O treinador, que recebe uma fortuna, não demonstrou compromisso com a seleção, mudando constantemente a formação e evitando explicar os erros da equipe. E, por sua vez, o presidente da CBF lançou um treinador de renome sem exigir resultados claros em troca do investimento altíssimo.
Seria impensável numa empresa que um executivo bem pago não apresentasse resultados satisfatórios e, ainda assim, continuasse no cargo. Ancelotti, por exemplo, não promoveu mudanças significativas e teve um desempenho desastroso, mas as consequências para sua gestão foram praticamente nulas. O que está em jogo aqui é a falta de responsabilidade da CBF, uma entidade privada sem gestão adequada, que necessita de reforma e maior supervisão pública.
O retorno melancólico da delegação foi um reflexo de um país que perdeu o tino em seu futebol, trocando o projeto coletivo por um jogo de interesses pessoais. A seleção, em vez de ser um símbolo de união e paixão, tornou-se um palco para o individualismo, deixando a torcida completamente desapontada.