EUA anunciam novo aumento de tarifas sobre produtos brasileiros

Compartilhe

O governo dos Estados Unidos, por meio do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), anunciou nesta quarta-feira (15) que aplicará tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A lista oficial com os itens afetados será divulgada em breve no Federal Register, que funciona como um diário oficial americano.

Essa decisão já era esperada pelo Executivo brasileiro, que recebeu informações de que o chefe do USTR, Jamieson Greer, recomendou a taxação. Com isso, o Brasil se torna o primeiro país a enfrentar uma nova rodada de tarifas, após a Suprema Corte dos EUA revogar a política tarifária anterior do presidente Donald Trump, em fevereiro deste ano.

Um representante anônimo, envolvido nas negociações, afirmou à Reuters que “não faltou esforço” por parte do Brasil, com diversas reuniões ocorrendo, sendo seis ou sete apenas no último mês. Apesar disso, a equipe americana solicitou reduções tarifárias exclusivas para alguns de seus produtos no mercado brasileiro, algo que contraria a legislação local e que, mesmo em caso de concessão, resultaria em disputas judiciais.

A nova abordagem tarifária do governo Trump é fundamentada na Seção 301 da lei comercial dos EUA, que permite investigações sobre práticas comerciais injustas. Desde fevereiro, o USTR já abriu quase 80 investigações dessa natureza, a maioria relacionada a alegações de trabalho escravo em cadeias produtivas de diversos países, incluindo o Brasil. Com a conclusão da investigação atual, as tarifas contra o Brasil poderão aumentar em mais 12,5%, totalizando 37,5% a partir do dia 24 deste mês.

Além do Brasil, países como China, Índia e membros da União Europeia também estão sendo investigados sob acusações de uso de subsídios e práticas que provocam uma “superprodução industrial” artificial. O Brasil, no entanto, tem uma situação peculiar, pois a primeira investigação contra o país foi iniciada em julho de 2025. Nesse contexto, Trump aplicou uma tarifa de 40% alegando motivos políticos, citando a suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde então, o relacionamento entre Trump e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por evoluções, resultando em mais negociações e inclusão de novos produtos na lista de exceções. No entanto, mesmo essa “boa química” entre os líderes não foi suficiente para isentar o Brasil das tarifas.

Fique atento às próximas atualizações sobre essa situação e compartilhe sua opinião sobre as tarifas. Como você acredita que isso impactará a economia brasileira?

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Mais para você