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Caiado critica atuação do MST: ‘Não existe isso em democracia nenhuma no mundo’

Em audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (CPI do MST) nesta quarta-feira, 31, o governador de GoiásRonaldo Caiado (União Brasil), afirmou que o narcotráfico age nas invasões. De acordo com ele, os criminosos utilizavam acampamentos no Estado para vender drogas e se esconder em barracos. Para detalhar sua participação na CPI, Caiado foi o convidado desta quinta-feira, 1º, no Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. O governador criticou a atuação do MST e declarou que o debate da reforma agrária já deveria estar superado no Brasil: “Tivemos a oportunidade de deixar claro qual é o sentimento que deve prevalecer hoje no Brasil, já com todas as normas, leis, norma constitucional, tudo definido de como se deve fazer uma reforma agrária no país. Esse assunto já devia ter sido superado há muito tempo, não tem mais sentido criar um processo de conflito, enfrentamento, ódio e cada vez mais de confronto, já que temos as regras legais de como deve ser feito.

“É inaceitável, inadmissível, que nos dias de hoje as pessoas preguem ainda a tese de que só se resolve no processo de invasão, desrespeito ao direito de propriedade, de poder se definir como o julgador do que é, ou não é, produtivo e improdutivo. Para isso tudo tem regaras, normas e leis. As pessoas não podem, em pleno 2023, achar que podem definir de acordo com a vontade pessoal. Não existe isso em democracia nenhuma no mundo. Fomos lá debater esse assunto e ver se essa matéria sai da pauta definitiva do país. Não é possível mais ainda convivermos com tamanho retrocesso em 2023”, afirmou.

O político goiano também aproveitou para explicar suas afirmações que relacionaram o MST ao tráfico de drogas: “O que eu disse, e repito, e que todos sabem muito bem, é que quando eles promovem algum acampamento, ainda não regularizado e em um processo de invasão, eles criam ali uma área, onde querem transformar essa área em uma área intransponível. O que eu disse é que normalmente os criminosos utilizavam esta área. Para fazerem tráfico de drogas ou poderem se esconder da polícia, eles iam para estes locais desses acampamentos, onde ali eles se sentiam protegidos, já que a polícia não podia circular naquela área, que eles definiam como área intocável e que ninguém podia ultrapassar. Foram essas as minhas colocações”.

“Eu não tenho medo e nem receio de governos de direita e nem de governos de esquerda. Eu tenho receio de governos comandados pelo narcotráfico. Este processo é o que deve inquietar as lideranças do país, porque este é um processo que está em marcha batida, avançada e nós sabemos do avanço em todos os segmentos. Não só utilizam as pessoas mais humildes e mais pobres, como também interferem em processos eleitorais, de financiamentos, ações de ocupações de cargos em todos os poderes. Se nós acharmos que tudo isso não deve vir para o debate, o que nós estamos vendo são as facções cada vez mais bem estruturadas e cada vez com um maior poder de sequestrar a população brasileira. Algumas cidades já não têm segurança há muitos anos”, criticou.

Para o governador seria fundamental que o país rediscutisse seu modelo de reforma agrária e de assentamentos. Caiado argumentou que o atual formato é ineficaz e mantém famílias em situação de pobreza: “Um dado que eu acho importantíssimo é o de que o Censo Agropecuário de 2017 demonstrou que 87 milhões de hectares são hoje utilizados para assentar 970 mil famílias. Em Goiás, são 24 mil famílias. A renda média mensal de toda a família é de meio salário mínimo. Seriam R$ 600 hoje para o somatório de todos os entes familiares. Eu os convidei para que nós não utilizássemos mais esse método aonde você tira o cidadão e o joga dentro de uma situação precária e sem nenhuma condição de amanhã poder sequer conseguir desenvolver qualquer atividade. Esse é o convite que fiz aos membros da CPI, para que fossem até a região próxima a Brasília, onde tem milhares de pessoas que foram assentadas por governos anteriores”.

“Esse é um processo que precisa ser debatido de forma responsável. A pessoa está assentada e não é simplesmente jogada ali. De que adianta assentar uma pessoa? É isso que eu quero poder traduzir melhor. A vida como ela é dentro do gabinete de Brasília ou em uma comissão, é uma realidade. Agora vá ver a maneira como essas pessoas estão vivendo, é em condição sub-humana. Isso não pode ser chamado de reforma agrária”, justificou. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo.

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