Agentes culturais de mais de 100 municípios se reuniram no Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana para a III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia. Neste encontro, cujo tema é “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva Bahia e pela Justiça Climática”, representantes dos 27 territórios de identidade voltam a se mobilizar após 11 anos. A programação segue com debates e o Fórum Estadual dos Pontos de Cultura.
Esse evento é parte do calendário preparatório para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que ocorrerá em março de 2026, em Aracruz, Espírito Santo. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, abriu o evento destacando a importância do fortalecimento da conexão entre os Pontos de Cultura no país e a ampliação dos investimentos na Política Nacional Cultura Viva.
Em sua fala, a ministra enfatizou o papel da Bahia, um dos estados com mais pontos de cultura reconhecidos. “A Bahia é um dos estados que melhor aproveita recursos da Política Aldir Blanc, que tem um percentual destinado exclusivamente à Cultura Viva”, disse. Este reconhecimento reforça a importância das ações culturais comunitárias que envolvem memórias e tradições locais.
Impacto Cultural e Territorial
O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, destacou o papel fundamental dos Pontos de Cultura nas comunidades. Ele ressaltou que o fortalecimento dessas iniciativas representa um avanço na política de territorialização cultural. “Após 11 anos, este evento nos permite avaliar os progressos e consolidar a rede de pontos em toda a Bahia”, afirmou.
A superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, celebrou que a Bahia está a caminho de atingir cerca de 1.800 pontos de cultura certificados, impactando aproximadamente 50 mil pessoas. “Esses pontos de cultura promovem uma transformação significativa nas comunidades, ampliando o acesso à cultura”, completou.
O evento foi marcado por um cortejo de representantes de diferentes municípios e debates sobre gestão colaborativa. Um exemplo poderoso foi Eliane Rodrigues, da etnia Truká Tupan, que enfatizou a importância de fortalecer as culturas tradicionais. “Ver tantas culturas reunidas mostra que não estamos sozinhos. Quero compartilhar essa experiência com os jovens da minha comunidade”, disse ela, ressaltando o sentimento de pertencimento que a Teia proporciona.
Conectando Iniciativas Comunitárias
Fabrício Brito, do Grupo Apombagem, um coletivo de arte popular de Salvador, participou com a expectativa de fortalecer iniciativas culturais nas comunidades. Ele destacou a necessidade de uma abordagem que reflita as expressões e anseios das classes populares. “Espero que este encontro impulsione políticas públicas que alcancem diretamente as comunidades”, afirmou.
O primeiro dia do evento terminou com uma programação cultural vibrante, celebrando a diversidade dos territórios baianos e reforçando o papel das iniciativas culturais na formação de uma sociedade mais justa.