Cães de assistência têm direito garantido em Uber, táxis e lojas de Salvador

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A partir de agora, em Salvador, motoristas de aplicativos, taxistas e estabelecimentos comerciais são obrigados a permitir a entrada de pessoas acompanhadas por cães de assistência, sem cobrar taxas adicionais. Esta regra é assegurada pela Lei nº 10.016/2026, assinada pelo prefeito Bruno Reis para garantir o direito de permanência desses animais em locais públicos e privados.

A legislação distingue diversos tipos de cães de assistência, como:

  • cão-guia para deficientes visuais;
  • cão-ouvinte para deficientes auditivos;
  • cão de assistência ao autista;
  • cão de assistência emocional;
  • cão de serviço.

Uso de focinheiras

A nova norma proíbe estabelecimentos de exigir focinheiras para cães de assistência, em treinamento ou socialização. Essa proibição visa garantir que os animais desempenhem suas funções adequadamente.

O que acontece em caso de descumprimento?

Impedir a entrada de uma pessoa com cão de assistência ou exigir que o animal fique separado é considerado discriminação. As penalizações variam de:

  • R$ 1 mil a R$ 30 mil se a infração for contra o usuário do cão;
  • R$ 1 mil a R$ 10 mil para impedimentos a treinadores ou acompanhantes.

Estabelecimentos reincidentes poderão ser interditados por até 30 dias.

Identificação é necessária?

Sim, ao ser solicitado, o responsável pelo cão de assistência deve apresentar a identificação do animal e o comprovante de vacinação.

Antes de entrar em vigor, a proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em maio deste ano. De autoria da vereadora Marcelle Moraes, a lei visa aumentar a autonomia e segurança de pessoas com deficiência que dependem desses animais.

Muitas pessoas dependem diretamente dos cães de assistência para exercer atividades básicas do dia a dia com segurança e independência. Essa lei ajuda a combater o preconceito e garante que esses cidadãos possam circular pela cidade sem constrangimentos. — Marcelle Moraes, Vereadora

O avanço dessa legislação representa um passo significativo para a inclusão e o respeito à dignidade de quem precisa de suporte em sua rotina. E você, o que pensa sobre essa mudança? Compartilhe suas opiniões!

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