ABANDONO TOTAL
Moradores vivem com constantes invasões e insegurança


Imóvel abandonado é um campo fértil para o crime –
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A antiga sede dos Correios, na Pituba, Salvador, tornou-se sinônimo de insegurança. Há sete anos, o prédio vazio é alvo de invasões e furtos frequentes, visíveis a qualquer hora do dia, em plena luz do sol.
Moradores relatam que os invasores operam com descaro. “É horrível, nos sentimos vulneráveis”, desabafa uma técnica de enfermagem que vive na região. “Quando cheguei, já estava assim. É desesperador”, completa.
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Imóvel localizado em área nobre de Salvador
Outro morador enfatiza a ousadia dos criminosos: “Eles agem a qualquer hora, sem preocupação. Estão soltos, e a polícia não aparece.”
Invasões a céu aberto
No dia 3, a equipe do Portal A TARDE flagrou um grupo saindo do prédio carregando diversos objetos. O acesso é facilitado por um buraco no muro. A localização do imóvel é alarmante, situada entre um supermercado, um prédio comercial e condomínios residenciais.
Apesar do aumento da criminalidade, a presença da polícia na área é rara. “Já faz meses que isso acontece, e onde estão os policiais?”, questiona um morador.
Durante a reportagem, mesmo com a evidência do crime, não houve rondas da Polícia Militar. A resposta da corporação ainda não foi recebida.
Prisões e descaso
No dia 6 de novembro, três homens foram presos, acusados de furtar itens do prédio. Denúncias levaram a polícia até o local, onde os suspeitos foram encontrados com materiais furtados. Equipamentos usados para os furtos, como facas e alicates, foram apreendidos.
Recentemente, oito indivíduos foram detidos na tentativa de roubar cobre e fios do local. A ação, reforçada pelas apreensões, demonstra a gravidade da situação.
Um gigante em ruínas
Desativado desde 2018, o prédio de 35 mil metros quadrados é um investimento perdido: já foi leiloado 17 vezes, sem sucesso. A última tentativa de venda não atraiu propostas que atingissem o valor mínimo de R$ 109 milhões.

O prédio, que deveria ser um patrimônio, agora é um risco à segurança pública.
Os Correios afirmam que o imóvel está desocupado e em processo de venda, com vigilância ativa. No entanto, a presença de agentes de segurança é questionável, já que foram flagrados invasores sem qualquer interferência.

Um buraco no muro fornece acesso livre aos invasores.
Enquanto o abandono persiste, a insegurança se intensifica. Os moradores pedem ações efetivas e urgentes das autoridades para proteger a comunidade. É hora de agir.
O que você pensa sobre essa situação alarmante? Compartilhe suas opiniões e sugestões nos comentários!