
Na noite de segunda-feira (30), a Natura (NATU3) surpreendeu o mercado ao assinar um novo acordo de acionistas com validade de dez anos, abrangendo sua participação de 38,8%. A resposta foi imediata: às 10h35, as ações subiram 9,85%, atingindo R$ 10,15. O que isso significa para o futuro da marca?
Nova Composição do Conselho
Acompanhando o novo acordo, a empresa anunciou uma nova formação para o conselho de administração, com nomes de peso como Alessandro Carlucci, Luiz Guerra e Pedro Villares. Os fundadores da Natura, Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, passam a integrar um conselho consultivo, sem funções executivas, mas com uma experiência que poderá guiar a empresa em tempos desafiadores.
Além disso, a Advent International comprometeu-se com um investimento que visa comprar entre 8% a 10% da empresa a R$ 9,75 por ação. A Advent, que já possui investimentos em empresas do setor de beleza, pode trazer uma nova dinâmica à governança da Natura.
Impacto e Desafios Futuros
Com essas mudanças, as expectativas são altas. O Bradesco BBI destaca que esse compromisso pode oferecer um piso para as ações, ajudando a estabilizar a avaliação da Natura nos próximos meses. Contudo, a Advent poderá rescindir seu compromisso se não alcançar os 8% em seis meses ou se o preço médio das ações ultrapassar R$ 9,75. Isso levanta dúvidas sobre a viabilidade total do plano de adesão ao conselho.
A XP Investimentos e o BTG Pactual consideram essa nova fase um passo estratégico importante para a Natura. A entrada da Advent pode não apenas trazer credibilidade, mas também facilitar uma reestruturação que permita à empresa superar desafios significativos, como a estabilização da base de consultores e a entrega consistente de rentabilidade.
O desafio agora é equilibrar o potencial de renovação com os obstáculos que ainda existem no caminho. A expectativa é de um novo ciclo de crescimento em um cenário em que a competição é acirrada e a inovação é fundamental. Como você vê as mudanças na gestão da Natura? Deixe sua opinião!