Candidato é aprovado para três cargos, mas apenas um reconhece cota de reservas.

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Concurso Corpo de Bombeiros

Um caso tensamente questionável surgiu no concurso do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). Um candidato negro, aprovado em todas as etapas para três cargos, foi surpreendido ao ser aceito como cotista apenas para um deles. O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), organizador do certame, alegou que sua inclusão nas cotas era válida apenas para o cargo de oficial, excluindo soldado combatente e condutor, apesar das regras permitirem concorrência a todas as posições.

Decisão Judicial em Favor da Igualdade

Em uma reviravolta, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) decidiu que o candidato deve ser reconhecido como cotista em todos os cargos que passou. O juiz exigiu que o Idecan apresentasse critérios claros sobre a decisão de limitar a vigência das cotas, afirmando que a falta de fundamentação objetiva pode tornar o concurso ilegal. “Não é admissível a disparidade de tratamento entre os mesmos candidatos dentro da mesma comissão”, destacou o magistrado.

De forma interessante, a aprovação na ampla concorrência possibilitou ao jovem participar do Teste de Aptidão Física para soldado combatente e da prova prática para condutor, o que poderia prolongar sua chamada para trabalho. Se considerado cotista nos três cargos, seu tempo de espera seria drasticamente reduzido.

Um Campo de Batalha por Justiça

Recentemente, o TJDFT também garantiu que 18 cotistas no concurso do CBMDF permanecessem na disputa após denunciarem irregularidades. O juiz reconheceu que houve uma clara injustiça ao preterir candidatos que se habilitaram na ampla concorrência, reforçando a necessidade de um sistema justo e transparente.

Agora, o Idecan tem um prazo de 10 dias para responder à intimação. A falta de resposta até o momento gerou incertezas e frustração entre os candidatos, criando um cenário de expectativa sobre como serão tratados aqueles que buscam igualdade de oportunidades em concursos públicos.

A luta por equidade racial no Brasil ainda está longe de terminar. O que você acha desse caso? Deixe seus comentários abaixo!

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