Catedral histórica de Kiev pega fogo após intenso ataque russo

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Rússia Dispara 70 Mísseis e 611 Drones em Ataque a Kiev, Deixando Nove Mortos

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Reprodução/X
Ataque maciço russo deixa catedral histórica de Kiev em chamas

Um intenso ataque aéreo realizado pela Rússia na madrugada de segunda-feira (15) resultou na morte de pelo menos nove pessoas, sendo quatro delas em Kiev. As Forças Armadas ucranianas informaram que foram disparados 70 mísseis e 611 drones, dos quais 50 mísseis e 582 drones foram interceptados.

Os ataques não apenas causaram vítimas, mas também danificaram severamente a Catedral da Dormição, um importante Patrimônio Mundial da Unesco, levando moradores a buscar refúgio em abrigos.

As consequências do bombardeio afetaram também o patrimônio cultural da capital. O estúdio nacional de cinema Oleksandr Dovzhenko, que abriga a maior coleção de figurinos da Ucrânia, foi um dos locais atingidos. O presidente Volodymyr Zelensky denunciou o ataque como um grave ato contra a cultura cristã.

Diante da situação, Zelensky pediu apoio ao G7 para reforçar a defesa aérea do país e expressou a necessidade de uma resposta rápida e efetiva. Em resposta, o governo russo negou as acusações, alegando que a catedral tinha sido atingida por um míssil de defesa aérea americano. Contudo, evidências apontaram para a queda de drones iranianos na área.

Reação Internacional

A comunidade internacional rapidamente se mobilizou. Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, anunciou que o país tomará medidas imediatas junto à Unesco para buscar reações apropriadas ao ataque. O ministro francês comparou a gravidade do incidente a um ataque à Catedral de Notre Dame, ressaltando a crueldade russa.

Apesar da devastação, a resistência se fez presente. Funcionários da catedral tocaram os sinos em sinal de desafio, enquanto equipes de emergência lutavam contra o fogo que consumia o complexo.

Esse ataque se dá em um contexto de intensas negociações diplomáticas para resolver o conflito, que já se arrasta por mais de quatro anos.

No dia anterior ao bombardeio, Zelensky havia conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os esforços de paz em andamento.

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