Carl Erik Rinsch, diretor de 47 Ronins, condenado a 30 meses por desvio de R$ 57 milhões da Netflix
29/06/2026 22:24
, atualizado 29/06/2026 22:31
O diretor Carl Erik Rinsch, famoso pelo filme “47 Ronins”, foi condenado a 30 meses de prisão por desviar cerca de R$ 57 milhões, aproximadamente US$ 11 milhões, destinados a uma série da Netflix. O projeto, que contaria com a participação de Bruna Marquezine e Keanu Reeves, foi cancelado após a fraude, que ocorreu em 2021.
As gravações da série, intitulada “Conquest” (Conquista), se iniciaram em 2019 e ocorreram em locações como São Paulo, Montevidéu e Budapeste. Keanu Reeves chegou até a visitar o então governador de São Paulo, João Dória, durante as filmagens.
A série, que apresentava uma trama de ficção científica distópica, tinha como protagonista um cientista, interpretado por Reeves, que desenvolvia uma Inteligência Artificial para resolver conflitos mundiais.
Após o desvio, Rinsch foi acusado de utilizar o orçamento da Netflix em investimentos de alto risco, como criptomoedas, além de comprar artigos de luxo. Ele ainda exigiu pagamentos adicionais da plataforma para financiar seu processo contra a própria Netflix.
Em sua defesa, foi alegado que o diretor enfrentava problemas de saúde mental. Como resultado, a pena de Rinsch foi reduzida para 30 meses de prisão, seguida de três anos de liberdade condicional. Além disso, ele deverá restituir cerca de US$ 4,4 milhões em honorários à Netflix.
Durante o julgamento, Keanu Reeves enviou uma carta ao tribunal pedindo clemência. Ele expressou sua visão como amigo e colega de trabalho, alertando sobre os desafios que Rinsch enfrentava.
O escândalo gerou repercussões significativas na indústria, levantando questões sobre a supervisão financeira em produções de grande orçamento. A expectativa é que esse caso sirva como um alerta para futuras produções.
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