Governo adquire energia de usina a carvão com aumento de 62%, que é de propriedade do sobrinho de Kassab

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Imagem do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou um polêmico contrato que colocará a energia gerada pelo Complexo Termelétrico Jorge Lacerda em Santa Catarina a um custo 62% superior à média de leilões de outras usinas de carvão. Com um valor fixado em R$ 564 por megawatt-hora (MWh), esse acordo garantirá à Diamante Energia uma receita anual de R$ 1,89 bilhão ao longo de 15 anos, totalizando cerca de R$ 28,3 bilhões.

Custo Aumentado em Meio à Crise Energética

Em tempos de crescente preocupação com a sustentabilidade e a eficiência energética, este contrato levanta questões sérias. A média recente em leilões do setor gira em torno de R$ 347/MWh, o que torna a decisão do governo ainda mais polêmica. Apesar da capacidade instalada do complexo ser impressionante, com 740 MW, a escolha por um preço tão elevado faz ecoar críticas sobre os rumos da política energética no Brasil.

A contratação foi facilitada por uma legislação aprovada em 2022, que estendeu a autorização de funcionamento da usina até 2040, sob a supervisão do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O ministro Alexandre Silveira, alinhado a Gilberto Kassab, aliado político e tio de um dos sócios da empresa, tem sua integridade questionada em meio a essa negociação.

Consultas Públicas e Transparência em Questão

Um aspecto que causa estranheza é o fato de que a maior parte dos dados para definir a remuneração da usina foi fornecida pela própria Diamante Energia. Segundo informações obtidas, a empresa teve 25 reuniões com representantes do MME desde o início deste ano e suas sugestões foram amplamente aceitas, resultando em um aumento de 5% no preço final acordado.

Embora o MME afirme que o processo respeitou todas as etapas legais e passou por consultas públicas, a sociedade civil não pode deixar de questionar: até que ponto a transparência foi realmente garantida? Gilberto Kassab negou qualquer envolvimento direto, mas a relação entre política e empresas neste contexto gera desconfiança.

Imagem do Complexo Termelétrico

Em resposta à reportagem, a Diamante Energia ressaltou a importância do Complexo Jorge Lacerda como a maior usina termelétrica a carvão do Brasil, afirmando seu papel essencial na segurança energética. No entanto, com os desafios ambientais que temos pela frente, esse compromisso com o carvão será sustentável a longo prazo?

As vozes críticas aumentam, incentivando um debate urgente sobre o futuro da energia no Brasil. Que mudanças são necessárias para um futuro mais sustentável? Sua opinião é mais importante do que nunca. Compartilhe seus pensamentos!

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