Um incêndio devastador em uma fábrica de calçados na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, China, resultou na morte de pelo menos 28 pessoas. O incidente ocorreu nesta quinta-feira e deixou trabalhadores presos no telhado enquanto as chamas consumiam o edifício.
O fogo começou por volta do meio-dia, envolvendo a fábrica Huiteng. No momento do incêndio, havia 239 pessoas dentro do prédio. A maioria foi resgatada, mas duas pessoas faleceram após serem levadas ao hospital, e outras 26 mortes foram confirmadas, anteriormente consideradas desaparecidas.
Imagens exibidas pela mídia estatal mostraram fumaça espessa subindo, com dezenas de pessoas visíveis no telhado, tentando escapar do incêndio. Em resposta ao desastre, o presidente da China, Xi Jinping, ordenou um empenho completo nas operações de resgate, afirmando que o sinistro acarretou “um número significativo de vítimas” e solicitou uma investigação rigorosa sobre a responsabilidade pelo ocorrido.
As chamas foram controladas por volta das 16h, mas o combate ao incêndio continuou ao longo do dia, devido à persistente fumaça. Jinjiang é reconhecida como a “capital do calçado” na China, sendo um centro significativo na produção de calçados e vestuário. O incêndio teve início no térreo da fábrica, onde materiais inflamáveis armazenados podem ter intensificado a propagação do fogo.
De acordo com relatos, o ar na área estava carregado de produtos químicos, provocando irritação nos olhos, e havia pilhas de materiais obstruindo as escadas, o que complicou ainda mais os esforços de resgate. Como consequência do acidente, os responsáveis pela fábrica foram detidos e as contas da empresa congeladas, segundo a agência Xinhua.
O setor calçadista de Jinjiang, que produziu mais de 1,2 bilhão de pares de sapatos em 2024, representa 20% da produção global, destacando a importância econômica da região. Esse trágico acontecimento levanta alarmes sobre a segurança em indústrias da China, que já enfrentou uma série de acidentes fatais recentemente.
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