Senadores dos EUA chegam a acordo para encerrar ‘shutdown’

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No último domingo, os senadores dos Estados Unidos finalmente chegaram a um acordo provisório que promete encerrar uma paralisação do governo federal que já se arrastava por 40 dias. Essa interrupção afetou diversos serviços públicos e gerou um clima de incerteza entre os cidadãos. A negociação envolveu tanto republicanos, alinhados ao presidente Donald Trump, quanto a oposição democrata, que se uniram para garantir a liberação de fundos até janeiro. O foco das discussões girou em torno de subsídios para assistência médica, benefícios alimentares e a demissão de funcionários federais.

A medida legislativa passou rapidamente por uma votação de procedimento no Senado, com o otimismo de que conte com a aprovação da Câmara de Representantes. Se isso acontecer, o texto seguirá para a mesa do presidente, um processo que pode levar alguns dias. Muitas esperanças surgem com esse avanço, uma vez que centenas de milhares de funcionários federais estão suspensos ou trabalhando sem pagamento desde o dia 1º de outubro.

Ao voltar de um fim de semana em sua propriedade em Mar-a-Lago, Trump se mostrou esperançoso: “Parece que estamos perto de encerrar o fechamento”, declarou a jornalistas. De acordo com os legisladores, o acordo incluirá vital financiamento para o Programa Federal de Assistência Nutricional Suplementar (Snap), que atualmente sustenta mais de 42 milhões de americanos e que estava em risco. Além disso, também prevê a reintegração de funcionários demitidos injustamente durante a paralisação e a extensão da assistência médica que se aproxima de sua data de expiração.

O senador democrata Tim Kaine ressaltou a importância do acordo, afirmando que ele protegerá os funcionários federais e garantirá que recebam seus salários retroativos. Contudo, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, expressou suas preocupações, lamentando que a extensão da ajuda à saúde precisasse passar por votação, destacando que essa luta deve continuar.

A paralisação também impactou drasticamente o tráfego aéreo, com mais de 2.700 voos cancelados e outros 10.000 atrasados apenas no domingo, segundo dados do FlightAware. Os aeroportos mais afetados incluem Newark, LaGuardia em Nova York, O’Hare em Chicago e Hartsfield-Jackson em Atlanta. A Administração Federal de Aviação (FAA) pediu às companhias aéreas que reduzissem gradualmente seus voos, na tentativa de aliviar a pressão sobre os controladores de tráfego aéreo, que atuam sem remuneração durante esse período.

O secretário dos Transportes, Sean Duffy, alertou para os riscos de uma continuidade da paralisação, especialmente com a aproximação do Dia de Ação de Graças, um feriado crítico para o comércio. A expectativa é de que a normalização do tráfego aéreo leve alguns dias, uma vez que a reativação do financiamento federal depende de trâmites administrativos que não podem ser agilizados.

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