InícioEditorialEntretenimentoExclusivo! O golpe do “Insta Money” e o envolvimento de famosos

Exclusivo! O golpe do “Insta Money” e o envolvimento de famosos

Desde quinta-feira (6/4), o nome da ex-BBB23 Key Alves tem estado em alta nas redes sociais. O motivo, contudo, não é tão positivo para a imagem da musa do OnlyFans. Isso porque ela tem enfrentado duras críticas por causa de uma polêmica publicidade feita em seu perfil no Instagram.

Esta coluna de apenas seis leitores vos explica: nos stories, Key anunciou que “descobriu” um aplicativo que paga seus usuários única e exclusivamente para que “cliquem nas redes sociais”. A jogadora de vôlei afirmou ser adepta ao uso do aplicativo, mostrando no visor de um telefone a quantia de R$ 928,21. Segundo ela, o valor teria sido arrecadado com facilidade pelo Insta Money, com o uso do aplicativo por 14 dias, 12 horas e 8 minutos.

A ex-BBB foi categórica ao dizer que “é muito dinheiro fácil”. Para finalizar o que é visivelmente uma propaganda, ela pediu que os interessados sejam ligeiros, afinal, apenas 50 vagas estavam disponíveis para inscrição naquela que seria a renda mais fácil dos últimos tempos.

No entanto, rapidamente aquilo que Key Alves vendeu como uma forma simples de ganhar dinheiro passou a ser percebido como um golpe, cujo pilar de sustentação é a credibilidade e a palavra de figuras públicas.

O portal E-Investidor, na própria quinta-feira (6/4), publicou uma matéria destrinchando os inúmeros problemas envolvendo o aplicativo divulgado por Key. O texto de Beatriz Rocha é categórico ao mostrar inconsistências na publicidade da ex-BBB. A reportagem é complexa e aborda as minúcias do caso, sinalizando uma série de falhas no serviço do aplicativo e no anúncio feito pela atleta.

A reportagem foi publicada às 18h50. Naquele momento, o Reclame Aqui, portal dedicado ao registro de reclamações com serviços prestados, já contava com mais de 300 páginas de relatos. Até o encerramento desta matéria, o número de páginas no portal é tão superior ao registrado anteriormente que o próprio site apresenta sinais de lentidão e “engasgos” no processamento de dados.

Esta coluna descobriu ainda, em primeira mão, a partir da leitura das reclamações, que Key Alves não é a única figura pública que decidiu associar seu nome e imagem ao Insta Money. Outras personalidades bem famosas entre o grande público também se sobressaem no meio da enxurrada de queixas. Gabi Martins que, assim como Key, também passou pela casa mais vigiada do Brasil, por exemplo, teria disponibilizado um link para o aplicativo em seus stories. Na queixa a seu respeito, a pessoa disse que a artista estaria “enganando todo mundo”.

Bia Miranda, Juliana Priscilla, Camila Alinhar, Emily Garcia e Mellody Barreto são outros nomes citados. O esquema é tão farto e complexo que até mesmo o cantor gospel Paulo Neto estaria envolvido na polêmica.

Apuramos também que a data que aparece no telefone de Key Alves no vídeo é, no mínimo, estranha. Isso porque, como se sabe, o BBB 23 promoveu uma repescagem entre participantes eliminados. A jogadora de vôlei estava confinada durante certo período. A entrada na casa se deu em 22 de março de 2023. Segundo a tela do aplicativo, ela estaria utilizando-o há 14 dias. Contudo, basta uma simples consulta ao calendário para percebermos que, para que a informação fosse verídica, a celebridade do OnlyFans teria que ter dedicado horas de sua vida ao aplicativo assim que deixou o confinamento da Rede Globo. Fato esse que é muito improvável, considerando a agenda atribulada de participantes de reality shows.

Outro ponto que chama a atenção de toda e qualquer pessoa minimamente atenta é o fato de que Key Alves já disse publicamente, inclusive durante o BBB, que chega a faturar R$ 150 mil apenas com o conteúdo adulto produzido no OnlyFans. É um tanto óbvio que uma pessoa que consegue atingir uma renda tão alta dessa maneira, não dedicaria seu tempo a um aplicativo que é vendido como “ideal para uma renda extra e fácil”.

Ao dizer para seus seguidores que passou 14 dias utilizando o aplicativo para arrecadar R$ 928,21, Key Alves ultrapassa toda e qualquer fronteira do que é aceitável, uma vez que trata aqueles que seguem seu conteúdo como burros.

Para piorar a situação, Key disse que “descobriu” o app, de modo a camuflar que aquilo se trata de uma publicidade. Hoje, as diretrizes para o material de propaganda em redes sociais são robustas, sendo do conhecimento de todos que qualquer conteúdo de publicidade deve ser sinalizado para que o público tome ciência de tal fato.

A revolta contra a ex-BBB repercutiu, principalmente, no Twitter. Não suficiente, muitos usuários disseram que posturas como a da atleta deveriam ser tidas como criminosas. Nesse contexto, esta coluna explica a você, caro leitor, os possíveis desmembramentos jurídicos desse caso.

De acordo com o advogado Yuri Peçanha, já existe entendimento cristalizado no Brasil de que falhas na prestação dos serviços geram responsabilidade solidária de indenizar a todos os envolvidos, inclusive para aqueles que “apenas” realizaram a publicidade do serviço ou produto. Logo, o argumento, muito utilizado no passado, de que só o fornecedor responde pelos danos causados de tornou completamente arcaico.

É obrigação daquele que faz a propaganda, no caso as pessoas públicas envolvidas com a Insta Money, buscar atestar a credibilidade do fornecedor que os procura para uma parceria de publicidade. É necessário nortear os contratos celebrados e os compromissos assumidos tendo, em primeiro lugar, não a remuneração ofertada ou o destaque na mídia a ser conquistado. Ainda segundo o advogado, nenhum acordo deve ser celebrado sem que antes fique claro que o produto ou o serviço que será anunciado possui a qualidade desejada e está vinculado a um fornecedor que evoca respeito e sustenta bom nome no mercado, assim como uma confiabilidade mínima.

Anunciar publicamente produtos, sem antes buscar informações a seu respeito, é reflexo indiscutível do descaso e negligência de Key Alves e das demais pessoas envolvidas para com o seu público. Fica claro, com isso, que o interesse de fazer dinheiro a qualquer custa supera, em muito, o carinho e o cuidado com o público que acompanha tais pessoas em suas redes sociais, prestigiando seu trabalho dia após dia.

Hoje, os tribunais já reúnem decisões sedimentadas no sentido de que os responsáveis por publicidade enganosa são, sim, responsáveis por indenizar e reparar os danos provocados ao consumidor. Logo, é possível que em breve sejam ajuizadas ações não só em face da Insta Money, mas também de Key Alves e das demais celebridades cuja imagem e nome remontam a um esquema que, em português claro, nada mais é do que um golpe.

O advogado Yuri Peçanha alerta: “Os usuários que flagrarem anúncios de ‘renda extra fácil’, seja através de curtidas de fotos, uso de aplicativos de jogos ou de reprodução de vídeos, devem imediatamente denunciar o conteúdo na própria plataforma de divulgação. Àqueles que infelizmente já se associaram aos aplicativos e sites divulgados por propaganda enganosa, faz-se necessário buscar pelos mecanismos de proteção do consumidor. Queixas devem ser registradas em portais como o ‘Reclame Aqui’ e o ‘Consumidor.Gov’. Caso a situação não seja resolvida, o indivíduo ludibriado deve procurar assistência judiciária para que a questão seja solucionada em sede judicial. O importante é que nós, enquanto público, não permitamos que propagandas do gênero sejam reproduzidas e continuem a disseminar esquemas de golpes por toda a internet”.

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