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Com o elétrico Bolt do DF a Piri, sem recarregar: normal ou sufoco?

O mercado de veículos leves eletrificados no Brasil teve o melhor semestre da série histórica da ABVE, a associação que reúne os fabricantes desses modelos. Foram 32.239 emplacamentos de janeiro a junho de 2023 – o que representa um crescimento de 58% em relação ao primeiro semestre de 2022. E o Distrito Federal já é o terceiro maior consumidor de carros 100% elétricos do Brasil. Somando-se apenas os emplacamentos de carros híbridos plug-ins, Brasília (com 6% do mercado) só perde para São Paulo (que tem 17,5%). 

Geralmente, cada comprador de um desses modelos leva junto um carregador de potência mais elevado – e costuma circular mais dentro da cidade, em distâncias diárias que não ultrapassam os 30km. O grande desafio das empresas fabricantes – e seu universo ao redor, como revendedores de combustíveis etc – é estimular a instalação de eletropostos públicos ou semipúblicos para viagens mais longas, de lazer. 

A Volvo e a Toyota já estimulam bem esse movimento: a primeira, por exemplo, vai instalar mais eletropostos perto de Brasília, como Chapada dos Veadeiros, Cidade de Goiás, Posse, Anápolis etc. Os shoppings foram os primeiros a agir, de olho na permanência do cliente em suas lojas. 

No Brasil, há 620 shoppings ativos no país – quase todos com pontos de abastecimento. No geral, o  Brasil tem cerca de 2 mil eletropostos públicos (parques, ruas e praças) e semipúblicos (shoppings e supermercados) para recarga de veículos elétricos. São Paulo é a campeã do país no setor e Brasília vem em segundo, com um pouco mais de 100. 

Mas, falta estrutura nas estradas. Por isso, a coluna Entre-eixos usou um Chevrolet Bolt EUV num teste simples: ele aguenta, dependendo do ‘relacionamento’ do motorista, uma ida-e-volta a Pirenópolis, cidade a 151km do centro da capital?

O Bolt EUV saiu do Memorial JK, no Eixão Monunemtal, marcando uma autonomia de 384. Numa velocidade normal, usando-se bem o processo de regeneração, principalmente nas lombadas e pardais de Águas Lindas de Goiás, chegou ao posto de combustível da encruzilhada de Cocalzinho de Goiás com 249. 

Na chegada a Piri, o alerta de autonomia marca 219. Chegamos, apenas por curiosidade, a visitar duas estações semipúblicas – uma delas bem no centro histórico, perto do Chico de Sá, e outra num charmoso hotel a 4km na saída para Anápolis. 

Na volta a Brasília, pelo mesmo percurso, e com um cuidado maior nas acelerações e desacelerações, o Bolt EUV (da sigla Electric Utility Vehicle, ou veículo utilitário elétrico) chegou ao Memorial com 41km. 

Sem estresse, sem medo de ‘pane seca’ – apenas um cuidado redobrado na quilometragem anunciada num cluster mais renovado.. Foram, no geral, entre 110km/h a 120km/h.

Como é o modelo

O SUV compacto da Chevrolet custa R$ 280 mil, um pouco acima dos concorrentes elétricos médios e compactos – boa parte, principalmente os chineses que desembarcam neste meio de ano, não chega a esse patamar. 

O modelo nasceu baseado no pioneiro hatch Bolt EV, na intenção de ser maior, com proposta familiar (mais espaço e autonomia): ficou, por exemplo, 161mm mais longo e ganhou 75 mm a mais na distância entre-eixos.

É um carro com interior de padrão superior, não se comparando ainda com a maioria dos Chevrolet à venda por aqui. 

Tem, por exemplo, uma central multimídia mais moderna das usadas pela marca por anos e anos a fio (agora é 10,2″ com espelhamento Android Auto e Apple Car Play). Os bancos são agradáveis ao toque e no uso e, de quebra, tem teto solar de acionamento elétrico panorâmico de verdade. 

O espaço interno é bom – inclusive para quem usa os bancos traseiros, devido ao assoalho (onde ficam as baterias). O porta-malas tem boa capacidade, com 462 litros.

Também é bem equipado: ar-condicionado de duas zonas, carregador sem fio para smartphones, câmera de visão 360º etc.

Mas chama a atenção, principalmente, o pacote semiautônomo de segurança, com frenagem de emergência automática, alerta de colisão frontal, assistente de permanência com aviso de saída de faixa, indicador de distância, troca automática de farol alto-baixo e frenagem dianteira com alerta para pedestres. São, por exemplo, 10 airbags.

Mesmo com a intenção declarada de economizar, o passeio a Pirenópolis reservou boas arrancadas e ultrapassagens. Afinal, o melhor ofertado pelos elétricos é o torque imediato. Isso permitiu também se avaliar que a carroceria – mesmo sendo um SUV – é rígida nas curvas, sem se desgarrar,  que a suspensão foi bem resolvida e que o isolamento acústico, bem ajustado. 

A bateria do Bolt EUV é de íon-lítio e tem 288 células, 68 kWh e aceita recarga com potência de 11 kW em corrente alternada AC ou até 55 kW em corrente direta (DC). O motor elétrico dianteiro gera 203cv, com 36,7 kgfm de torque.

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