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Justiça e GDF definem plano de segurança para ato do 8 de Janeiro

Documento estabelece o planejamento da atuação de cada órgão para a cerimônia que marcará 1 ano do episódio

O anúncio sobre as medidas é feito em evento em Brasília com o ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, e com a governadora interina do DF, Celina Leão (PP) Divulgação/Agência Brasília

Patrícia Nadir 4.jan.2024 (quinta-feira) – 11h26

O Ministério da Justiça e Segurança Pública e o GDF (Governo do Distrito Federal) assinam nesta 5ª feira (4.jan.2024) um protocolo de segurança para o próximo dia 8 de janeiro, quando será realizada cerimônia no Congresso Nacional para marcar o 1º ano dos ataques extremistas às sedes dos Três Poderes. O documento define o planejamento da atuação de cada órgão na data.

O anúncio sobre as medidas é feito em evento em Brasília com o ministro interino da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, e com a governadora interina do DF, Celina Leão (PP). O governo local também anuncia o investimento de R$ 3,6 milhões na segurança da capital, com a entrega de 20 viaturas, armamentos, drones e cartuchos.

Assista ao vivo: 

1 ANO DO 8 DE JANEIRO Marcado para a próxima 2ª feira (8.jan.2024), o evento do 8 de Janeiro reunirá autoridades no Salão Negro do Congresso para relembrar as invasões e depredações no Palácio do Planalto, no STF (Supremo Tribunal Federal), na Câmara dos Deputados e no Senado.

Investigações afirmaram que houve desmobilização da Polícia Militar do Distrito Federal. Mensagem revelaram que policiais militares tinham conhecimento da escalada da tensão dias antes do episódio. O governador Ibaneis Rocha (MDB) foi afastado ainda em 8 de janeiro por decisão do ministro Alexandre de Moraes, mas foi reconduzido em março.

O ato extremista foi investigado por uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso Nacional, que acabou com a apresentação de 2 relatórios –um governista e outro da oposição. A relatora Eliziane Gama (PSD-MA) pediu o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-ministro Braga Netto, do tenente-coronel Mauro Cid e de militares. 

No evento que marcará 1 ano do episódio, estarão presentes os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (República), Rodrigo Pacheco (Senado), Arthur Lira (Câmara) e Roberto Barroso (STF). Todos devem discursar. A ideia é que, apesar de possíveis críticas à oposição, os discursos se mantenham na linha de fortalecimento da democracia e união.

O ministro Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social) disse na 4ª feira (3.jan) que os “criminosos” responsáveis pelo 8 de Janeiro “levaram o país à beira do precipício” e precisam“pagar” pelos crimes. Para ele, a intenção dos mentores e financiadores do ataque era repetir a invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, que ocasionou a morte de 5 pessoas em janeiro de 2021.

Convidados A organização da cerimônia convidou todos os 27 governadores, os prefeitos de capitais e os ministros e presidentes de tribunais superiores. Ainda assim, governadores de oposição não devem comparecer. Também são esperados deputados, senadores, ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e presidentes de assembleias legislativas.

Devem comparecer integrantes do corpo diplomático estrangeiro, o presidente do Banco Central, Campos Neto, presidentes de bancos públicos, presidentes de estatais, presidentes de centrais sindicais e de confederações patronais e presidentes de agências reguladoras e de movimentos sociais.

Os 38 ministros de Lula foram convidados. Em discurso no início da 4ª reunião ministerial, em 20 de dezembro de 2023, o presidente classificou os ataques como uma “tentativa de golpe” contra a democracia. Pediu que todos os ministros de seu governo participassem do evento. “Ninguém está pedindo para vocês não viajarem, mas quero a presença de todos os ministros em 8 de janeiro. Depois vocês podem voltar para o descanso de vocês”, afirmou o petista.

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