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Academia de Letras da Bahia é assaltada quatro vezes em menos de uma semana

O Palacete Góes Calmon, sede da Academia de Letras da Bahia, já foi assaltado quatro vezes desde o dia 28 de setembro. Localizada na Av. Joana Angélica, no bairro de Nazaré, o prédio já teve a segurança reforçada, mas os criminosos conseguiram invadir novamente. Os suspeitos já levaram castiçais, porta-flores, puxadores de bronze e peças de metais do local. Ninguém ficou ferido durante as ocorrências.

“No primeiro assalto, na quarta-feira (28), o ladrão conseguiu quebrar a barra de ferro que travava a janela da cozinha do piso inferior. Por aí penetrou  no palacete e fez considerável estrago: além de arrancar fios, quebrou as vitrines e se apoderou de algumas medalhas e outras peças de metal”, disse o presidente da Academia de Letras da Bahia, escritor Ordep Serra, por meio de comunicado. 

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Segundo o presidente da academia, a Polícia Civil foi notificada e as equipes fizeram perícia no local. “Providenciamos novo gradeamento da janela forçada e na noite seguinte, enquanto não se completava o conserto, pagamos a um segurança para ficar de vigia, armado, por todo o período noturno da quinta-feira (29). Três meliantes tentaram invadir o Palacete, mas foram repelidos”, contou Ordep. 

O escritor explicou no comunicado que, segundo o depoimento desse vigia, tudo indica que os invasores são pessoas viciadas em drogas que vivem nas proximidades e tentam roubar itens para vender e comprar mais substâncias ilegais. 

Na noite de sexta-feira (30), o alarme do local disparou, mas não houve danos dessa vez. Na  madrugada de sábado (1º)  houve um novo disparo de alarme, mas não aconteceu a invasão. Na madrugada de domingo (2), no entanto, aconteceu um novo ataque. 

“A polícia foi acionada pelo administrador. Constatou-se arrombamento de uma porta da sala de reuniões, mas não houve furto nem dano. No mesmo domingo à noite sucedeu um novo arrombamento da mesma porta e foram constatados furtos de peças de metal, com danos à lustres. Trata-se, pois, de atentados que se repetem sistematicamente por ação da mesma pessoa ou grupo. De novo, a polícia foi acionada”, relatou o presidente da academia. 

Ordep ressaltou que por conta da vulnerabilidade do espaço, eles tentam colocar arame farpado tipo concertina nos muros que cercam o palacete e já contrataram um vigia noturno por uma semana, enquanto o serviço é realizado. “Também estamos providenciando a colocação de alarmes nos jardins, pois temos ciência de que antes ocorreram furtos de holofotes e de fiação nessa área. Estamos dirigindo  ofício ao Secretário de Segurança Pública para pedir providências que detenham ou afastem os meliantes”, acrescentou. 

A Academia está comunicando o ocorrido à Fundação Gregório de Matos e ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), pois se trata de atentados a bens de um acervo em processo de tombamento. Além da perda de bens, o local precisou arcar com os prejuízos de contínuos reparos que são caros. 

A Polícia Civil foi procurada, mas informou que  não conseguiu encontrar um boletim do caso sem o número da ocorrência. A reportagem tentou pedir o número para a Academia de Letras da Bahia, mas não obteve respostas. 

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