InícioNotíciasPolíticaCorpo misterioso e ações por terra: a busca por helicóptero que sumiu

Corpo misterioso e ações por terra: a busca por helicóptero que sumiu

São Paulo – Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB), da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros entram nesta quinta-feira (4/1) no quarto dia de buscas pelo helicóptero que sumiu com quatro pessoas a bordo, na véspera de Ano-Novo, em São Paulo.

A principal pista sobre o paradeiro do helicóptero é um corpo, do sexo masculino, encontrado pela PM na tarde dessa quarta-feira (3/1) às margens da Represa de Paraibuna, em Natividade da Serra, cidade da região de São José dos Campos, no interior paulista. O cadáver estava em área de difícil acesso por causa da mata fechada.

A identidade do corpo, que seria de um homem, ainda é um mistério. O carro de cadáver, responsável por transportá-lo até o Instituto Médico Legal (IML) mais próximo, só conseguiu chegar ao local no início da noite dessa quarta.

Imediatamente, investigadores da Polícia Civil e peritos da Polícia Técnico-Científica também se deslocaram para lá. Segundo os agentes, ainda é cedo para afirmar que o corpo encontrado, de fato, é de um dos tripulantes da aeronave.

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Piloto Cassiano Tete Teodoro conduzia helicóptero que sumiu Reprodução

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Letícia (e) e Luciana (d) estavam no helicóptero que sumiu em SP Reprodução

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Raphael Torres é amigo de Letícia Reprodução

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Print de vídeo enviado por Letícia Ayumi a namorado Reprodução

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Letícia enviou mensagens ao namorado citando pouso forçado de helicóptero antes de desaparecer Arquivo pessoal

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Troca de mensagens entre Letícia e o namorado mostra imagens de pouso forçado de helicóptero antes de desaparecer Arquivo pessoal

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Fotografia da vista do helicóptero que desapareceu mostra área de mata fechada e bastante neblina Arquivo pessoal

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Outra foto enviada por Letícia mostra helicóptero pousado no chão Arquivo pessoal

Mergulhadores As buscas por terra na região de Natividade da Serra começaram nessa quarta após moradores da região ligarem para o 190 para relatar que ouviram barulhos de helicóptero e movimentação na mata. Até às 22h, no entanto, nenhuma nova pista havia sido encontrada.

No IML, peritos devem analisar se as lesões do cadáver são condizentes com uma queda de aeronave. A identificação da vítima também pode ser feita pelo reconhecimento de familiares e amigos.

Caso haja confirmação de que o cadáver é de um dos tripulantes, mergulhadores do Corpo de Bombeiros já estão a postos para iniciar buscas na represa e procurar destroços submersos da aeronave.

Nesse caso, outras equipes também devem atuar por terra. A ideia é que as ações de busca e salvamento fiquem concentradas no perímetro em que o corpo foi achado.

Quem são os tripulantes O helicóptero, modelo Robinson 44, pintado de cinza e preto, com prefixo PR-HDB, partiu do Campo de Marte, na capital paulista, com destino a Ilhabela, no litoral norte, no Réveillon. As causas do desaparecimento ainda são desconhecidas — a mais provável é de queda devido à péssima condição climático no momento do voo.

A aeronave era pilotada Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos, sócio de uma das empresas proprietárias do helicóptero. Ele transportava o empresário Raphael Torres, 41; a amiga Letícia Sakumoto, 20, e a mãe dela, Luciana Rodzewics, 45.

Durante a viagem, Letícia mandou mensagem e chegou a enviar vídeo (veja acima) ao namorado, Henrique Stellato, para mostrar que o voo era realizado em meio às más condições climáticas. “Tá perigoso. Muita neblina. Estou voltando”, escreveu.

A jovem também registrou um pouso de emergência que foi feito durante o percurso. “Pousamos no meio do mato”, relatou.

Buscas pelo ar Para tentar localizar o helicóptero, a FAB já realizou cerca de 24 horas de sobrevoo e vasculha uma área de aproximadamente 5 mil quilômetros quadrados, na Serra do Mar, na região de São José dos Campos.

“As buscas, mesmo prejudicadas pelas condições meteorológicas e pelo relevo montanhoso na região, ocorreram ao longo desta quarta-feira (3/1), dando continuidade ao trabalho realizado desde a segunda-feira (1º/1)”, diz a FAB, em nota.

A operação é feita com ajuda da aeronave SC-105 Amazonas, equipada com radar capaz de mapear terra e mar.

“A aeronave ainda conta com um sistema eletro-óptico de busca por imagem e por espectro infravermelho. Isso permite realizar buscas pelo calor, detectando, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação ou uma pessoa no mar”, afirma.

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